Falar no WhatsApp

Pesquisa

Programa ALI

Programa ALI · SEBRAE/CNPq · 2015–2018

Panorama

Ilustração representando inovação e crescimento para pequenas empresas, com referência tipográfica ao programa ALI/SEBRAE
Programa ALI: diagnóstico e acompanhamento contínuo, não consultoria pontual

Ao longo de três anos como Agente Local de Inovação, atendi cerca de 40 pequenas e médias empresas, atravessando os três grandes segmentos que o programa cobria: comércio, indústria e serviços. Diferente de uma consultoria pontual, o modelo do ALI é de acompanhamento contínuo — cada empresa passava por um ciclo de diagnóstico seguido de meses de implementação acompanhada, não uma visita única com relatório final.

Metodologia

O diagnóstico combinava pesquisa quantitativa e qualitativa: entender não só os números do negócio, mas como o dono e a equipe realmente trabalhavam no dia a dia — onde o processo travava, onde faltava informação pra decidir, onde a empresa deixava oportunidade na mesa por não ter estrutura pra aproveitar. A partir disso, o plano de ação focava em três frentes recorrentes: melhoria de processos internos, digitalização e internacionalização.

A parte de digitalização, na prática, era onde eu colocava a mão na massa: criação de site institucional, estruturação de atendimento via WhatsApp, e implementação de sistemas simples de gestão — muitas dessas empresas nunca tinham tido presença digital nenhuma antes do diagnóstico. Foi ali que comecei a desenvolver, na prática, boa parte do que uso hoje como designer e desenvolvedor low-code.

Padrões observados, por segmento

Serviços — locadoras de equipamento (ex: máquinas agrícolas)

O gargalo mais comum era controle manual de disponibilidade — agenda de locação e manutenção em papel ou planilha solta, gerando conflito de reserva e equipamento parado sem necessidade. Implementei controle digital simples de disponibilidade e manutenção, além de estruturar atendimento via WhatsApp, dando ao cliente uma forma rápida de checar disponibilidade sem precisar ligar.

Comércio — restaurantes

Aqui o padrão era precificação no feeling, sem clareza de custo real por prato, e controle de estoque informal — comum descobrir, no diagnóstico, que alguns itens do cardápio davam prejuízo sem o dono perceber. Além de mapear o custo real por prato (engenharia de cardápio), ajudei a estruturar presença digital — site simples e atendimento/pedido via WhatsApp, essencial pra negócios desse porte que não tinham canal nenhum além do balcão físico.

Indústria

Nas indústrias atendidas, o achado mais recorrente era gargalo de processo produtivo sem mapeamento formal — a empresa sabia que existia perda, mas não sabia apontar exatamente onde. Além de mapear e padronizar o processo produtivo, implementei sistemas simples de gestão pra tirar o acompanhamento de produção da planilha solta ou do controle de cabeça.

Resultado

A experiência consolidou uma forma de trabalhar que carrego até hoje como designer: entender o problema real do negócio, com rigor, antes de propor qualquer solução. E foi literalmente onde comecei a desenvolver sites, estruturar atendimento digital e implementar sistemas de gestão pela primeira vez — muito antes de "Product Designer" virar meu título. É a mesma lógica por trás de cada diagnóstico que faço hoje antes de abrir o Figma.

← Voltar para Pesquisa

Precisa de uma pesquisa aplicada?

Pesquisa de mercado, cultural ou digital — me conta o que você precisa.

Falar no WhatsApp